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Hugo Menino Aguiar

Happiness in our own hands

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A felicidade que temos nas mãos

Estudos apontam para que 50% da felicidade seja de influência genética e que 10% dependa de circunstâncias. Ficam 40% que podemos influenciar, à mercê da nossa vontade. Quando me apercebi disto não queria acreditar. Este número não me saía da cabeça, mas fazia sentido. Lembrei-me das vezes em que conheci pessoas que aparentavam não ter razões para serem felizes e eram-no, e vice-versa.

Há também estudos que mostram que algumas mudanças na vida não têm impacto permanente. A probabilidade diz que tanto os que ganham o euromilhões como os que passam por uma doença grave têm os seus níveis de bem-estar alterados, mas com o tempo voltam ao normal. Podemos de facto influenciar 40% dos nossos níveis de bem-estar, parece é que isso exige um esforço pessoal para que os resultados sejam duradouros e conquistados ao longo do tempo. A boa notícia é que depende da vontade de cada um. Os cientistas têem-no dito:Passamos 2/3 da vida a fazer coisas que não escolheríamos fazer. É preciso sermos capazes de traçar o nosso destino, de avançar para projetos que nos dêem prazer, establecer metas.Nos últimos 50 anos ficámos mais ricos, mas menos felizes e mais solitários. Na sociedade temos estado a orientar-nos para o individualismo (“eu”, os meus objetivos, a minha empresa). Seja qual for o contexto, a felicidade cria-se nas relações, precisamos uns dos outros. E a felicidade depende também do que nos rodeia. Receber é tão importante quanto dar.

O nosso cérebro teima em colocar a felicidade na linha do horizonte. Vou ser feliz quando entrar para aquele curso, vou ser feliz quando entrar para aquela empresa, vou ser feliz quando for promovido ou tiver o meu primeiro filho. Há que aprender a usufruir. Apreciar o simples. Um bom pitéu de caracóis, um passeio com amigos ou um beijo da namorada.

É verdade que por vezes é difícil mas é importante lembrar que temos a capacidade de superar qualquer obstáculo. Há que não viver na ânsia de ser feliz, nem fugir das dificuldades. É necessário aceitá-las como parte da vida, como parte de nós.

 
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